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Islay - Islay (name of a Scottish island) was also the name of Queen Victoria's favorite dog — Islay was the name of her favorite dog, a Skye terrier. Paul Johnson (from The Spectator) wrote: Then there was a Skye terrier called Islay, the little dog Victoria came to love most of all. She taught him to beg for titbits, a posture he worked up into an accomplished act in which his supplicatory paws were excelled only by the piteous expression in his soulful eyes.
Islay died on April 26, 1844 and is buried in Adelaide Cottage, Windsor Castle. In 1987, he was honored with a wishing well in front of the Queen Victoria Building — QVB, designed by George McRae and completed in 1898 and drastically remodeled since then — in Sydney, Australia. His statue was modelled from a sketch drawn by Queen Victoria herself, in 1842. When you approach the well, you heard Australian radio presenter John Laws saying: Hello, my name is Islay. I was once the companion of the great Queen Victoria. Because of the many good deeds I have done for deaf and blind children, I have been given the power of speech. All pennies people leave on the well are given to the Royal Institute for Deaf and Blind Children.
Islay - Islay (nome de uma ilha escocesa) era também o nome do cachorrinho favorito da Rainha Vitória do Reino Unido. Paul Johnson (da revista The Spectator) certa vez escreveu sobre ele: Havia um Skye terrier chamado Islay, um cãozinho que Vitória amava mais do que a todos os outros. Ela o ensinou a pedir bocadinhos de comida, fazendo uma cena onde suas patinhas suplicantes só perdiam para a expressão pidona dos seus olhos cheios d'alma.
Islay morreu em 26 de abril de 1844 e esá enterrado na Adelaide Cottage, no Castelo de Windsor. Em 1987, ele foi homenageado com um "poço do desejo" em frente ao Edifício Rainha Vitória (Queen Victoria Building, QVB, projetado por George McRae, inaugurado em 1898 e desde então remodelado drásticamente), em Sydney, Austrália. A estátua de Islay foi esculpida por Justin Robson. Quando as pessoas se aproximam do monumento, se ouve a voz do radialista australiano John Laws dizendo: Olá, meu nome é Islay. Fui companheiro da grande Rainha Vitória. Por causa das muitas boas ações que fiz pelas crianças cegas e surdas, foi me dado o poder de falar.
Todo o dinheiro deixado na fonte (é costume se jogar moedas em fontes e fazer pedidos) é doado ao Royal Institute for Deaf and Blind Children.
Photo © Jimmy and Karie
Jim the Wonder Dog - Jim (a Llewellyn Setter) was an extraordinary dog — among other things, he understood commands in foreign languages and the morse code, knew colors and numbers, and could tell the future (he foresaw the Kentucky Derby winners for 6 years). His owner, Sam van Arsdale, noticed the intelligence of the dog for the first time when, hunting, he said he would like to rest under a tree (and named it) and Jim went straight to the exactly tree. Van Arsdale and Jim performed all over the country — but never did the man make money with the dog. Arsdale even refused a proposal by Disney to tell Jim's story in a movie.
Jim was born at Taylor Kennels on March 10, 1925, in Louisiana, and died suddenly on March 18, 1937, in Marshall, Missouri, where he lived all his life. Arsdale wanted to bury him in the family mausoleum, at the Ridge Park Cemetery, but had to do it outside; however, as the cemetery expanded over the years, nowadays Jim is buried inside the cemetery. Downtown Marshall, there is a Jim the Wonder Dog Memorial Park, built in 1999 where the Ruff Hotel (owned by Arsdale) used to be.
Jim, O Cão Maravilha - Segundo contam, Jim the Wonder Dog (um Llewellyn Setter Inglês) fazia coisas extraordinárias — entendia comandos
em línguas estrangeiras, na linguagem dos sinais ou em código morse, distingüia cores (os cães só enxergam em preto-e-branco), lia números, além de prever o futuro (ele acertou os vencedores do Kentucky Derby por seis anos seguidos), deixando sem resposta cientistas e educadores.*
Seu dono, Sam van Arsdale, notou pela primeira vez as habilidades de seu cão quando, durante uma caçada, comentou que gostaria de descansar sob uma determinada árvore; Jim então, dirigiu-se exatamente àquela espécie e nela colocou sua pata. Homem e cão viajaram por todo o país fazendo apresentações, mas Van Arsdale nunca quis ganhar dinheiro com Jim; em 1932, a Disney ofereceu uma grande soma para que ele estrelasse um filme e Sam recusou, pois achava que os dons do cachorro foram dados por Deus e não deviam ser explorados (ele nunca apostou nas corridas de cavalo).
Jim nasceu no Taylor Kennels em 10 de março de 1925, em Lousiana, e morreu, de repente (estava indo pescar com seu dono), em 18 de março de 1937, em Marshall, Missouri, onde viveu toda sua vida; o dono quis colocá-lo no mausoléu da família no Ridge Park Cemetery, mas como não foi permitido, enterrou seu amigo fora dos limites do campo santo. No entanto, como este precisou ser aumentado, hoje em dia o túmulo do cão está dentro do cemitério... Já a estátua fica no centro da cidade, no Jim the Wonder Dog Memorial Park, construído em 1999 onde ficava o Ruff, hotel administrado por seu dono e lar de Jim.
*Uma história bem parecida com a de Jim aconteceu no Brasil — o cachorro Sarampo também era um "cão maravilha". Leia sobre ele aqui.
Photo © kansasexplorer
© hubpages.com/
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© krugerpark.co.za/
Jock of the Bushveld - Jock was the dog of South African politician Sir James Percy Fitzpatrick (1862-1931). When he was young, due to his job as ox-wagon rider — he used to transport supplies for the gold fields from Lourenço Marques (now Maputo) to Lydenburg and Barberton — Fitzpatrick traveled a lot around the Bushveld region.
So it happened that during the first journey to Lourenço Marques (in 1885), Jess, the dog of Ted Sievewright (a member of Fitzpatrick's traveling group) gave birth under a big tree; of the six puppies, Fitzpatrick decided to keep the runt (saving him from being killed, the others were all adopted), naming him Jock. From them on, man and dog were inseparable.
Years later, already a politician (among other achievements, he played a great part in the creation of the Union of South Africa), he used to tell stories about his travelings with Jock to his four children — Nugent, Alan, Oliver, and Cecily; a good friend, author Rudyard Kipling, knowing about this, persuaded him to write a book, what Sir Fitzpatrick did in 1907. Jock of the Bushveld, with illustrations by English artist Edmund Caldwell, ended up becoming a South-African classic, having been translated to many languages.
Jock died after being shot by mistake; the target was another dog that was killing chickens on a farm (and that had already being killed by Jock).
Jock deserved three statues in South Africa:
1. Barberton, Mpumalanga - sculpted by Ivan Mitford-Barberton (1896-1976), was unveiled by the only alive descendant of Sir Fitzpatrick, his daughter Cecily Niven (his other three children died between 1917 and 1927) at the Fitzpatrick Park; in 1984, as part of the commemorations of Barberton's centenary, it was moved to the front of the City Hall.
2. Johannesburg - sculpted by Laurence Chait for the centenary of the suburb of Parktown and cast in bronze by the Renzo Vignalli Foundry in Pretoria, was unveiled on November 11, 1992, in front of the Johannesburg Hospital; at the ceremony was present Jonathan Rands, the actor who played the role of Sir Fitzpatrick on the movie Jock of the Bushveld, released in the same year. After being damaged in an attempt of stealing (it had its hind legs sawn through), the statue was placed, after being repaired, indoors. However, as everyone agreed that it wasn't the right place to Jock to stay, it was moved to the Johannesburg Zoo, where it was unveiled on January 25, 2008.
3. Mpumalanga/Limpopo (Kruger National Park) - at the Jock Safari Lodge, in the Jock of the Bushveld Concession Area. The lodge (the first private on the park) was built by the Niven family. Jock is fighting a kudu.
Also, Jock's birthplace is marked along the Voortrekker Road as well as Jock of the Bushveld Way marks have been placed on rocks sit on modern roads that cross the original ones Jock and his fellow humans had traveled.
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See a beautiful painting of Jock here
Jock do Bushveld - Jock era o
cachorro do político sul-africano James Percy Fitzpatrick (1862-1931). Durante os anos 80, o jovem Fitzpatrick costumava viajar bastante pela região de Bushveld (savana tropical), pois, como condutor de carro de boi, levava suprimentos de Lourenço Marques (hoje em dia Maputo) para os garimpeiros nas minas em Lydenburg e Barberton. Aconteceu que na primeira viagem para Lourenço Marques, em 1885, Jess, a cadela de Ted Sievewright (membro do grupo que viajava com Fitzpatrick) deu à luz, à sombra de uma árvore, a uma ninhada de 6 cachorrinhos. Cinco deles foram logo adotados, sobrando o menorzinho — que teria sido morto se Fitzpatrick não tivesse decidido ficar com ele, batizando-o de Jock. A partir daí, cachorro e o homem não se separaram mais. Jock era muito leal a Pecy e muito valente.
Anos mais tarde, quando já era um político proeminente (entre outras conquistas, Fitzpatrick teve um papel importante na criação da África do Sul), ele costumava contar histórias sobre suas aventuras com Jock para seus quatro filhos — Nugent, Alan, Oliver e Cecily; o escritor Rudyard Kipling sabia deste costume do amigo e insistiu para que Fitzpatrick publicasse um livro, o que ele fez em 1907. Jock of the Bushveld, com ilustrações do pintor inglês Edmund Caldwell, acabou se tornando um clássico da literatura sul-africana, tendo sido traduzido em muitos idiomas, em mais de 100 edições diferentes.
Jock morreu após levar um tiro que não era dirigido a ele e sim a um outro cão que estava matando galinhas em uma fazenda (e que já tinha sido morto pelo próprio Jock).
Jock mereceu três homenagens na África do Sul:
1. Barberton, Mpumalanga - esculpida por Ivan Mitford-Barberton (1896-1976), foi inaugurada por Cecily Niven, filha de Sir Fitzpatrick (sua única descendente viva, os outros 3 filhos morreram entre 1917 e 1927), no Fitzpatrick Park; mudou para a frente da Prefeitura em 1984 durante as comemorações do centenário da cidade.
2. Johannesburgo - esculpida Laurence Chait para as celebrações do centenário do subúrbio de Parktown e fundida pela Renzo Vignalli Foundry em Pretória, foi inaugurada em 11 de novembro de 1992, em frente ao Johannesburg Hospital; a cerimônia contou com a presença do ator Jonathan Rands, que interpretou Fitzpatrick no filme Jock of the Bushveld, lançado naquele ano. No entanto, como a localização da estátua a colocava em perigo — tentaram até mesmo roubá-la serrando as patas de trás de Jock — ela foi colocada, depois de reparada, no hall de entrada do hospital. Como todos concordavam que aquele não era um local ideal para Jock ficar, em 25 de janeiro de 2008 a estátua mudou-se definitivamente para o Zoológico de Johannesburgo — não sem antes dar uma passadinha na fundição para uma limpeza.
3. Mpumalanga/Limpopo (Parque Nacional Kruger) - a estátua fica nos jardins da pousada Jock Safari Lodge, de propriedade da família Niven. Jock está enfrentando um cudo (espécie de antílope africano), fato que realmente aconteceu; ele acabou levando um coice e ficou surdo.
Há também várias plaquinhas com a imagem de Jock afixadas em pedras localizadas em estradas que cruzam com os caminhos originalmente percorridos por ele e Fitzpatrick, uma ideia da filha de Sir Fitzpatrick, Cecily Niven.
Veja a bela pintura que ilustra a capa do livro aqui
Laddie Boy - Airedale terrier owned by US President Warren G. Harding. Laddie was
born on January 23, 1919, and became very popular during his master's administration; there was even a special chair for him to sit at Cabinet meetings. When Harding fell deathly ill, it's said that Laddie Boy howled for three days before the president succumbed (in 1923). In memory to the President, the National Newsboys Association* collected more than 19,000 pennies to be melted down and made into a statue (by Bashka Paeff) of Laddie Boy; however, Harding's widow died before it was completed (in 1927), so copper Laddie was presented to the Smithsonian. Laddie died in 1929.
*An organization that promoted self-improvement among the newsboys; started in Toledo, Ohio in 1892 and later grew into the National Newsboys Association.
Laddie Boy - Airedale terrier do presidente norte-americano Warren G. Harding. Laddie nasceu em 23 de janeiro de 1919 e tornou-se muito popular durante a estada de seu dono na Casa Branca; até mesmo havia uma cadeira só para ele na sala de reuniões da presidência. Quando Harding ficou doente (em 1923), conta a lenda que Laddie Boy uivou sem parar durante os três dias que antecederam a morte do Presidente. Em memória de Harding a Newsboys Association (organização que ajudava os meninos que vendiam jornal na rua, anunciando em voz alta as manchetes do dia) arrecadou mais de 19.000 pennies, que foram derretidos e moldados numa estátua de cobre de Laddie Boy (criação do artista Bashka Paeff); no entanto, a viúva do Presidente morreu antes da obra ficar pronta (em 1927) e então ela foi doada para o Smithsonian. Laddie morreu em 1929.
Laika - Russian female stray dog selected and trained by scientist Oleg Gazenko, to become the first living creature to enter orbit.
The poor animal was placed on the satellite Sputnik 2 on November 3, 1957, and then launched to space, dying of fright, in a overheated cabin, just after take-off — as the scientists admitted years later (after the end of the Soviet Union); the official version till then was that Laika had died from oxygen starvation. Anyway, she would have been euthanized with poisoned food before the satellite destruction during re-entry, according to original plans.
Her tragic destiny caused dog-lovers all over the world to protest in her favor, with people praying for the little one; everyone wanted her to return home safely, but when they realized that wasn't going to happen, they just wanted that God took her as quickly as possible, to end her suffering. In 1998, Oleg Gazenko said: The more time passes, the more I'm sorry about it. We shouldn't have done it... We did not learn enough from this mission to justify the death of the dog.
Laika (Barker) was approximately three years old. Originally named Kudryavka (Little Curly), Laika was given several nicknames during her training, among them Zhuchka (Little Bug) and Limonchik (Little Lemon).
There are two statues in her honor in Russia: the first one, was unveiled not too long after her tragedy; the second one is near the Moscow's Military Medicine Institute and was unveiled on the Cosmonautics Day eve — Laika is on top of a rocket. There is also a right-relief in her honor, see it here.
In 2007, British cartoonist Nick Abadzis published the comic book Laika; it gives a fictionalized account of Laika's life, it's a wonderful work. Images of the real Laika can be seen in the documentary Sputnik Mania (2007).
Laika - Cadelinha russa que costumava perambular pelas ruas Moscou, foi a primeira criatura viva a entrar em órbita — em 3de novembro de 1957 o pobre animal foi colocado no satélite Sputnik II e lançado ao espaço, onde veio a morrer de calor e pânico entre cinco e sete horas depois, como confirmaram após a queda da União Soviética os cientistas responsáveis pelo projeto; a versão inicial foi a de que Laika teria morrido por falta de oxigênio. De qualquer maneira, segundo o plano inicial, a cadelinha iria ser eutanasiada (ração envenenada seria servida a ela) antes que o satélite fosse destruído ao reentrar na atmosfera terrestre.
Laika virou notícia em toda a Terra; foi manchete nos principais jornais do mundo. Em vários países, sociedades protetoras dos animais protestaram nas ruas e fizeram vigílias enquanto a pobre cadelinha estava em sua prisão dando voltas ao redor da Terra; mesmo nos Estados Unidos, a Guerra Fria e a grande ameaça que significava o importante passo dado pelos soviéticos rumo ao espaço (segundo os mais paranóicos, o Sputnik poderia vir a se tornar uma arma de destruição em massa) ficou de lado — era Laika sozinha em sua cabine que virou o foco das atenções. Quando ficou claro que ela não voltaria para casa, só restou às pessoas pedirem a Deus que apressasse a morte da pequena Laika, para por um fim em seu sofrimento. Oleg Gazenko — o cientista que escoheu e treinou Laika para a missão — disse em 1998: Quanto mais o tempo passa, mais me arrependo. Nós não devíamos ter feito isso... Não aprendemos nada com essa missão que justificasse a morte da cadela.
Laika tinha por volta de três anos e seu nome original era Kudriavka (Crespinha); durante os treinamentos, recebeu apelidos como "Limonchik" (Limãozinho) e "Zhuchka" (Mosquitinho). Existem duas estátuas de Laika na Rússia: a primeira foi erigida não muito depois de sua morte. A segunda, em bronze, foi inaugurada em 11 de abril de 2008 (véspera do Dia do Cosmonauta) em Moscou, Rússia, perto do Instituto de Medicina Militar, lugar onde começou a tortura de Laika; ela está em cima de um foguete. Há também um alto-relevo em homenagem a Laika, veja aqui.
Em 2007, o cartunista britânico Nick Abadzis publicou Laika, uma história em quadrinhos romanceada do drama vivido pela cadelinha russa; um excelente trabalho que vale a pena ser lido. Imagens de Laika no espaço podem ser vistas no documentário americano Sputnik Mania (2007).