Tobias Moretti (
Richard Moser)

Data e local de nascimento: 11 de Julho de 1959, Innsbruck, Tirol, Áustria

Filmes/séries com Tobias que passaram no Brasil:


Para filmografia completa, consulte [IMDB]
 

 


ENTREVISTA (VIA E-MAIL)

Por Fernanda Furquim e Marta Machado (Revista TV Séries)
Também colaborou o extinto Grupo Yahoo! Comissário Rex
 

TVS. Quando você começou a se interessar por atuação?
TM. O interesse veio da música, pois a música e o teatro são duas coisas que sempre me fascinaram.

TVS. O que você fazia profissionalmente antes de atuar?
TM. Estudava música.

TVS. Você recebeu apoio da família quando decidiu tornar-se ator?
TM. Minha família nunca interferiu em minhas decisões profissionais.

TVS. Sua esposa está no showbiz também?
TM. Não, ela é oboísta de música moderna e barroca e dirige o grupo Early Music fazendo concertos por toda a Europa.

TVS. Você toca profissionalmente? Concertos, discos? Você também canta?
TM. Eu não sou músico, mas o contato com a música é essencial na minha vida e no meu trabalho. Por isso concordei em fazer minha primeira apresentação no palco com a ópera Don Giovanni, de Mozart, em Bregenz. Essa apresentação também foi transmitida pela minha homepage www.moretti.at (que também existe em português), sendo uma das primeiras apresentações ao vivo de uma ópera na Internet.

TVS. Como é interpretar em outro idioma?
TM. Seria maravilhoso se você dominasse a língua.

TVS. Você gostaria de trabalhar em outra série novamente? Caso positivo, como gostaria que ela fosse?
TM. Sou um ator clássico; estou trabalhando no teatro e no cinema há 10 anos e então fiz uma exceção estrelando a série Comissário Rex.

TVS. O que você prefere, drama ou comédia?
TM. Se os roteiros e os temas forem de primeira, o gênero terá importância secundária.

TVS. Qual sua abordagem para um personagem? Sua abordagem a personagem conhecidos pelo público (como Hamlet) é diferente de um personagem original?
TM. Eu tento interpretar cada papel de acordo com a estória e em relação ao personagem. Depois, você deve tentar inspirar o personagem com sua própria personalidade.

TVS. Qual seu personagem favorito? Por que?
TM. Quando meu trabalho sai bem, sempre sinto que aquele é meu papel favorito. Acho que no teatro o que mais amei foi Troilus, em Troilus and Cressida, de Shakespeare. No cinema, meu favorito foi em Todfeinde (Mortal Enemies), dirigido por Oliver Hirschbiegel.

TVS. Como você conseguiu o papel do Detetive Moser?
TM. Me convidaram para fazer.

TVS. O que você achou sobre a série quando soube dela? Isso é, trabalhar com um cachorro a maior parte do tempo, em vez de atores que reagem a você.
TM. Eu estive intimamente ligado à criação da série. A inter-relação do cachorro e a figura de Richie Moser foi inventada por mim e levada à tela por Oliver Hirschbiegel. Por isso nunca houve a questão trabalhar um ao lado do outro, pois trabalhávamos um com o outro.

TVS. Como foi contracenar com o cachorro? Foi fácil ou difícil trabalhar?
TM. Tínhamos uma relação excelente com os treinadores do cachorro. Pelo que me lembro, ele sempre fazia o que se esperava dele.

TVS. Você lembra de mancadas ou problemas com você e o cachorro?
TM. Na verdade, não. Tudo corria muito bem. Eu gostava muito do trabalho. Fiz todas as cenas difíceis e corridas. Com relação aos truques com o cão, você só precisa ter um pouco de paciência, claro.

TVS. Quando a série estreou, você esperava que se tornasse tão popular?
TM. Não, foi uma grande surpresa. Sobretudo, nunca imaginamos que os países sul-americanos também ficariam tomados pela mesma euforia.

TVS. A série alterou sua carreira?
TM. Sim, claro. Em seguida, apareceram investidores com ambiciosos projetos cinematográficos para mim. Por isso atualmente tenho independência artística, tanto no teatro quanto no cinema.

ATENÇÃO! A pergunta a seguir e sua resposta têm alguma revelação (SPOILER) sobre a série. Se quiser ler, selecione o espaço em branco abaixo:

TVS. Qual seu episódio favorito?
TM. Meu favorito é o da minha morte. Não apenas porque foi maravilhosamente triste, mas também por causa do alto nível do elenco, que tornou o episódio um dos mais empolgantes de toda a série. Era nosso último encontro.

TVS. Como era sua relação com Reginald, o cachorro?
TM. Era boa. Eu tive um pastor alemão por muito anos, então eu sabia como tratá-lo.

TVS. No episódio Amok você trabalha com Gedeon Burkhard, o ator que o substituiu. Como foi trabalhar com ele? Qual sua opinião sobre ele?
TM. Eu aconselhei a produção na escolha de Gedeon, pois esperávamos que ele se tornasse uma nova figura de identificação com o público, uma que fosse diferente de Richie Moser.

TVS. A informação que temos no Brasil é que você deixou a série porque não queria vir em segundo lugar depois do cachorro. Isso é verdade? Por que você decidiu sair?
TM. Isso não é de forma alguma verdade. Concordei em fazer a série sob a condição de só me comprometer por 2 ou 3 anos. Depois disso, eu queria voltar a fazer teatro e outros filmes. A decisão de deixar a série não foi fácil para mim, mas como sabemos agora, foi a certa. Há dois tipos de ator fazendo séries de sucesso: a maioria deles torna-se mercadoria e não consegue nunca mais fazer outra série novamente. Mas uns poucos alcançam o sucesso usando suas carreiras como um trampolim. Graças a Deus, caio na segunda categoria.
 

ATENÇÃO! As perguntas a seguir e suas respostas têm alguma revelação (SPOILER) sobre a série. Se quiser ler, selecione o espaço em branco abaixo:
 

TVS. Por que foi decidido matar Moser e como você se sentiu sobre isso?
TM. Foi decisão minha. Não poderia haver volta.

TVS. Qual foi a reação dos fãs quando Moser morreu? Como você viu essa reação?
TM. Os fãs ficaram muito muito, tristes. Há uma aprovação mais tocante ao personagem?

TVS. Na sua opinião, qual a diferença entre Rex e as séries policiais americanas? Como você descreveria Rex?
TM. A série Rex, bem como o enredo e o elenco, são tipicamente europeus. Eu descreveria a maioria dos episódios como extraordinários.

TVS. Sabemos que você também é fazendeiro. Como você concilia seu tempo e disposição para trabalhar em duas carreiras diferentes?
TM. Você não faz carreira como fazendeiro, você simplesmente é fazendeiro. Essa é uma situação particular que aconteceu. E por que eu deveria abandoná-la agora que sou bem sucedido? É verdade que às vezes fica difícil coordenar minhas duas profissões. Mas tenho pessoas capazes para me apoiar, como por exemplo, minha esposa.

TVS. Você já teve que escolher entre as duas profissões (isto é, já precisou desistir de um filme ou peça por causa da fazenda)?
TM. Sim, sem dúvida. Não é fácil, mas às vezes é necessário.

TVS. Quais seus projetos mais recentes?
TM. Atuei na co-produção ítalo-americana Giuseppe. Depois, fiz Trial Pursuit e trabalhei na adaptação cinematográfica do rapto de Richard Oetker, Dancing with the Devil. Do final de dezembro a meados de fevereiro, dirigi Don Giovanni, de Mozart, e agora estou atuando em um teatro alemão muito conhecido, na primeira apresentação de um novo drama de Botho Straub, um dramaturgo alemão contemporâneo muito importante. Depois dessa peça, farei a adaptação cinematográfica de um romance - dirigido por Xaver Schwarzenberger — na qual interpretarei um cozinheiro suspeito de ser um serial killer.

TVS. Você já esteve no Brasil?
TM. Infelizmente, ainda não. Talvez algum dia eu visite seu país durante uma viagem promocional. Acho que deve ser um dos lugares mais bonitos do mundo. Além disso, eu adoraria ver seu país, pois sinto uma relação profunda com Ayrton Senna.

TVS. Tem planos para nos visitar?
TM. Se você me convidar, irei ao seu país imediatamente. Mas minha família teria de ir junto.

TVS. Poderia deixar uma mensagem a seus fãs brasileiros?
TM. Sim, claro. Acho que os brasileiros são um povo cheio de entusiasmo e sou fascinado pela mentalidade brasileira. Espero que mais filmes meus sejam apresentados no Brasil para que meus fãs possam me conhecer em papéis diferentes.

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